A Arte da Guerra

outubro 7, 2008

O que acontece é o seguinte, política não se faz nos últimos meses, ou melhor, nos 3 meses destinados para  campanha. Política se faz bem antes, 1 ano ou mais, antes das eleições.

Tem candidato ai que nunca andou pelos bairros de sua cidade, a periferia principalmente. Tem candidato ai que andou a sua vida toda pelas ruas principais do centrão. Não sabe a realidade da nossa gente, e nos 3 meses de campanha sai pedindo voto. Até acredito que ele tenha capacidade de desbancar e modificar a câmara municipal, porém a massa, leiga, nao entenda deste forma. Então o que fazer ?

Política é uma guerra, e para se ganhar, tem que se armar uma estratégia, não é somente poluindo as ruas, jogando santinhos e panfletos que só enchem o saco do povo. Tudo é válido, mas o mais importante é a conversa, olho no olho, mas como fazer isso ?

ASSIM: bem antes da campanha, tem que sair concientizando a grande massa, do que está bom e do que está ruim. Todos nós sabemos que um bairro só tem melhoras em sua infra-estrutura quando possui um vereador na câmara; isto é fato, e é a realida política também. Precisa-se de um vereador para “puxar” as benfeitorias para o seu bairro.

Então temos a seguinte fórmula:
Candidato Conscientizador = Imagem Pública
Sendo a imagem pública bem vista, temos POVO UNIDO = Vereador Eleito

Como assim ?
Bom se um interessado a resolver os problemas do seu bairro pelo menos, e não somente interessado em receber o salário de vereador, sai bem antes de campanha, perguntando a todos, o que precisa resolver, e corre atrás, tenta ajudar, e tenta além disso, conscientizar de que precisam de um vereador no bairro, as pessoas vão assimilando e aquilo vai massificando em suas mentes, no fim ele acaba se elegendo. Isso para aquele candidato que não tem um caixa tão forte. Isso é trabalhar para se eleger.

Para aqueles que tem uma soma para investir na campanha, ou tem alguém “injetando” em sua campanha, a coisa é diferente, como todo mundo sabe um bom barulho, cabo eleitoral, bastante gente agitando bandeiras, e felizes porque estão recebendo algum, e um “especialista em eleger candidato” como sabemos que existem na nossa cidade, elegem qualquer candidato.

Resumindo, nesse ano de 2008 nós vimos candidatos que já estavam eleitos desde 2007, que já vinham trabalhando nessa conscientização da grande massa, ou ajudando de uma forma ou outra seus possíveis eleitores.

Mas também vimos candidatos que surgiram do nada, as chamadas “grandes surpresas” da eleição, e que se elegeram com somas de votos que ninguém sabe como aconteceram, porém por trás das cortinas sabemos que existem os “contra-regras”, trabalhando para o sucesso de quem o contrata.

Anúncios

ELEIÇÕES 2008 – VEREADOR – VOTUPORANGA – RESULTADO FINAL

outubro 6, 2008
Clique para visualizar em tamanho maior

Clique para visualizar em tamanho maior

Lembrando que no caso dos vereadores não são necessariamente os 10 candidatos mais votados que se elegem, antes tem que verificar o tal do coeficiente eleitoral, que no caso da cidade de Votuporanga ao que me parece corresponde a 5.000 (cinco mil). Devido a essa regra é necessário de fazer vários cáculos para se chegar nos eleitos pelas coligações e partidos.


ELEIÇÕES 2008 – PREFEITO – VOTUPORANGA – RESULTADO FINAL

outubro 6, 2008
Clique para visualizar em tamanho maior

Clique para visualizar em tamanho maior


Como entender a CRISE AMERICANA

setembro 29, 2008

Eis aqui um modo mais fácil de entender a crise americana. Um breve relato econômico para leigo entender…

É assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decidir vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de “emibiêi”, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos (entenderam?), na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbadus da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas e o Bar do seu Biu vai à falência.

E toda a cadeia sifú.